O equilibrista

Entre metafóricas poesias e realidades incongruentes
Caminha-se num trapézio de fio ouro do tear especial
Com inícios contagiosos, límpidos, não condizentes
Com o dramático, melódico e não tão catártico final.

E quem pode, afinal, quem ousa, só por um momento
Dar cambalhotas, brincar, dançar e pular nesse fio?
Quem conseguiria fazer desta linha um monumento
Digno de museus, de despertar no mundo calafrios?

O poeta — eu digo, em alto e bom tom
O poeta, o artista, os dotados do lirismo da arte.

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