A borboleta toca a flor delicadamente
E sutilmente a faz mulher
Que graça ser tocada por um ser
Tão amavelmente, em adoração
A borboleta, sim, adora a flor
Faz-na seu objeto de divindade
Coloca-na sobre um altar de carícias
Ama-a como a uma rainha
A flor, quieta, venera a borboleta
Seus toques, seu amor, seu carinho
Venera-a e faz-na sentir-se sua
Já que não existe, no mundo,
Ninguém mais além elas.
