A lua guarda com ela um pedaço meu
Um pedaço que há muito se fora…
E eu caminho, aqui na Terra, com
Esse pedaço faltando do meu peito.
Nem sempre é perceptível:
Veja, há distrações, há afazeres
Nem sempre lembro-me dele.
Mas há noites em que olho pra ela
E vejo-me lá: alguém que morreu
Um pedaço meu, tão meu, que era todo eu…
E hoje, na Terra, sobra-me nada.
