Em meu ombro carrego
O peso do céu, maldição
De Atlas que sobre mim
Caiu. Meus braços tremem,
Minhas pernas pedem socorro
Persisto e aceito meu fado
Que em meu sangue está
Desde que Zeus o mundo governava
E minha alma nem formada estava
Anima-me, no entanto,
As constelações e trópicos
Que acima de mim brilham
Fazendo brilhar também meus olhos
Tão foscos pelo cansaço.
