Sempre haverá apenas nós.

Penso, as vezes, que deveríamos

Tomar um ônibus e sair sem rumo:

Mãos de inverno entrelaçadas e

Olhar de primavera trocados.

Você acariciaria meu rosto, e diria:

“Querida, o mundo está se dissipando.”

Amor, nunca houve nada além de nós.

Mas se por um acaso desgraçado,

O ônibus nunca vir,

E estáticas a chuva de verão ficarmos,

Beijarei, com ternura, seu rosto molhado:

Amor, sempre haverá apenas nós.

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