Arranquei de você seu coração
Com minhas próprias mãos
Apertei-o de tal modo que
Toda raiva que sentiste em vida
Explodiu em teu sangue jorrado
Caíste no chão sem ver quão belo
Podia ser sem pesada emoção a te reger
E com olhos petrificados encaraste o céu
Lugar religiosamente adorado por ti
E que não conhecerás
Nos encontraremos de novo.
Eu, com seu sangue em minhas mãos,
Rosto, corpo como cena de crime.
Você, com minha alma despedaçada
Por cada chicotear de sua língua
Se peco por arrancar de você a vida,
Pecaste ao arrancar de mim o ato de viver.
(Poema incluso no livro “Penumbra“)
